A lenda das Cataratas

Você já deve ter ouvido muitas histórias de lendas e folclores brasileiros durante sua infância, ou até mesmo ter contado para alguém uma dessas histórias misteriosas que existem pelo Brasil. Mas você já ouviu falar da lenda das Cataratas? É uma história de amor que aconteceu há muito tempo, antes mesmo das Cataratas se formarem…

Os índios caingangues, que habitavam as margens do rio Iguaçu, acreditavam que o mundo era governado por Mboi — um deus com forma de serpente e filho de Tupã. Igobi, o cacique da tribo, tinha uma filha, Naipi, tão bonita que as águas dos rios paravam quando a jovem índia nele se mirava. Devido à sua beleza, Naipi seria consagrada ao deus Mboi, passando a viver somente para seu culto.

Havia, porém, entre os caingangues, um jovem guerreiro chamado Tarobá, que se apaixonou ao ver Naipi. No dia da festa de consagração da jovem índia, enquanto o pajé e os caciques bebiam cauim (bebida feita de milho fermentado) e os guerreiros dançavam, Tarobá fugiu com a linda Naipi numa canoa que seguiu rio abaixo, arrastada pela correnteza.

Ao saber da fuga de Naipi e Tarobá, Mboi ficou furioso. Penetrou as entranhas da terra, retorcendo o seu corpo e produzindo uma enorme fenda que formou as cataratas. Envolvidos pelas águas dessa imensa cachoeira, a piroga(embarcação indígena a remo) e os fugitivos caíram de uma grande altura desaparecendo para sempre.

Naipi foi transformada em uma das rochas centrais das cataratas, perpetuamente fustigada pelas águas revoltas. Tarobá foi convertido em uma palmeira situada à beira de um abismo, inclinada sobre a garganta do rio. Debaixo dessa palmeira acha-se a entrada de uma gruta onde o monstro vingativo vigia eternamente as duas vítimas.

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Apresentação de dança folclórica que acontece no Parque Marco das Três Fronteiras.

 

 

 

Foto por Foz do Iguaçu Destino do Mundo.